domingo, 17 de julho de 2011

hOJE EU TO ESPIRADO A BEÇA

VO POSTA PACAS E EU QUERIA CONTA UM ESTORIA ENGRASADA QUE ACONTE CEU COM MIGO.

Pois bem. O título explica tudo que você precisa saber, mas vou contar a história em detalhes. Antes disso, pra te ambientar na situação, preciso que você saiba algo sobre mim.

Eu sou completamente complexado em relação a funções corporais e minha mulher. Estamos juntos há quase 8 anos, moramos juntos desde 2007, e apesar disso apenas recentemente acumulei a coragem pra soltar um tímido peidinho na presença dela.

O meu modus operandi sempre foi dizer “pera, acho que deixei X lá no quarto, vou pegar“, dirigir-me ao meu aposento e então peidar silenciosamente, como Anne Frank provavelmente peidava quando se escondia dos nazistas. Aliás, no caso da Anne Frank ela tinha que peidar e em seguida aspirar o peido avidamente, ou o metano poderia denunciar sua presença naquele sótão empoeirado em Amsterdã.

Pra tu ter uma idéia do meu complexo, durante todos esses anos eu esperava que minha muié saísse de casa pra poder usar o banheiro, acredite se for capaz.

A propósito, eu inclusive perdi aquela característica fobia de cagar fora de casa porque descobri que aliviar-me no trabalho era uma alternativa melhor que defecar em casa. Assim, eu nunca correria o risco de ela precisar usar o banheiro imediatamente depois ou, cruz credo, esquecer de trancar a porta do banheiro e ela me surpreender em meu momento mais vulnerável.

Pois bem. Tendo em mente esse meu complexo psicológico que me impede de cagar em minha própria casa (que indignidade, meu deus do céu — pago tudo nessa porra e não posso borrar a porcelana do banheiro?!), recebam a história que contarei.

Em julho rola um evento aqui em Calgary chamado Stampede, que é um troço meio que Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Tem rodeios, tem exposição de animais carríssimos, todo mundo anda de botas, camisetas quadriculadas e chapéu de cowboy, e tem um parque de diversões — que é o único aspecto do evento que me interessa.

No tal parque de diversões — que é populado por uma miríade de brinquedos um mais enferrujado e inseguro que o outro, sendo operados por moleques que não tem idade nem pra dirigir, ou seja, inspira a mesma confiança que usar a mesma escova de dentes que um portador de herpes — há diversas guloseimas, todas absurdamente caras e quase criminalmente prejudiciais à sua saúde.

Como você pode averiguar pela foto acima, a decadência gastronômica dos norte-americanos não conhece limites. Deep fried cheesecake = os caras pegam um cheesecake, que contém calorias suficientes pra pôr um foguete em órbita, e JOGAM NA FRITURA.

Bolo frito, meus amigos. É gordice extrema.

Três dólares por uma garrafa dágua de 591ml. Isso equivale a um dólar por menos de 200ml. Equanto isso, gasolina custa $1.13 por litro — ou um dólar por 884ml.

A ÁGUA QUE VENDEM NESSA MERDA É 4.5 VEZES MAIS CARA QUE GASOLINA.

Ok? Vocês compreendem a minha indignação? Passei 2 horas na porra desse parque e gastei 87 dólares. O problema é que o evento é o maior do país, todo mundo da cidade não fala de outra coisa, ai de mim se eu não levar a muié pra passear lá por motivos de pão-durice. A propósito, os 87 dólares foram só a comida e os brinquedos do parque. O estacionamento da parada custa 20 dólares. E a entrada, $15 cada.

Pois bem, o jeito é aceitar o rombo na carteira de braços abertos. “Foda-se“, pensei comigo mesmo, “já tá no inferno, come um bolo frito com o Capeta“. E com este pensamento, saciei todos os meus desejos comidísticos.

Comi o tal bolo frito (uma merda aliás), sorvete, batata frita, nuggets, algodão doce, pizza… meu amigo, eu comi como se fossem me dar um milhão de dólares caso eu pesasse 200kg amanhã. A essa altura tem mais gordura que sangue correndo em minhas veias; considere-se sortudo se eu terminar este texto antes de cair no chão agarrando o peito desesperadamente.

Então, decidimos ir para casa. Ainda no carro, minhas tripas me informaram que não aprovaram desse total descontrole glutônico. Minhas entranhas se retorciam loucamente, deixando claro que eu precisava chegar a um banheiro o mais breve possível. A partir daquele momento minhas tripas eram uma bomba relógio, sem qualquer respeito por convenções sociais ocidentais.

Onde quer que eu esteja, nos próximos 30 minutos no máximo, eu estaria cagando furiosamente. Seja numa privada ou ali no banco do carro, minhas tripas eram completamente indiferentes. Por mais que eu tentasse prender o esfincter, eventualmente eu soluçaria ou algo assim, e aí meu filho, tudo estaria perdido.

Entretanto, eis o impasse: minha mulher estaria em casa comigo. Como já expliquei, sou incapaz de cagar se ela se encontra dentro de um raio de 100m.

Uma vez acampamos juntos por 4 dias. Quatro dias sem cagar, meu amigo — não desejo essa sina nem pro cara que faz a piada do pavê ou pacomê sempre que alguém o informa do sabor do sorvete.

Por outro lado, eu seria igualmente incapaz de conter a massa fecal que se encontrava em extremas condições de temperatura e pressão em meu abdômen. Aquela mistura terrível de bolo com sorvete e batata frita (tudo chacoalhado e revirado por aqueles brinquedos fubengues prestes a se desintegrar caso alguém se apoie neles enquanto ajeita a cueca) estava entrando em ebulição e seria preciso botar aquilo tudo pra fora urgentemente.

Os deuses da internet estavam do meu lado hoje, porque mal cheguei em casa e a patroa capotou no sofá, exaurida. “É minha chance“, tuitei mentalmente (eu converso comigo mesmo através de tuites mentais). Como um jaguar atrás de sua caça nas planícies africanas diante das câmeras do Discovery Channel, corri velozmente ao banheiro e tranquei a porta. Chequei a tranca da porta exatamente oito vezes, pra garantir que não seria surpreendido pela mulher.

Amigos, não entrarei em detalhes sobre a explosão de merda pressurizada que aconteceu em meu banheiro. Este ainda é um blog de família e de classe. Direi apenas que a Terceira Lei de Newton, a mesma que rege propulsão de foguetes ou de um balão de festa quando é perfurado por um conviva malicioso, levantou meu corpo 3cm da privada.

Caguei tudo — comida digerida, comida não digerida, órgãos internos, minha alma, tudo espatifou-se ruidosamente contra a água da privada. Ricochetes acertaram-me de volta por todos os ângulos. 10 minutos depois, eu estava internamente limpo. Sentindo-me mais leve, suspirei aliviado.

Neste momento, achei que seria fútil acreditar que um reles rolo de papel higiênico poderia resolver minha situação; o papel é de fato uma maravilha do mundo industrializado mas há limites pro que ele pode fazer. Seria mais prudente pular no chuveiro.

E foi o que fiz. Tomei aquele belo banho e retornei ao computador. Mais ou menos meia hora mais tarde, a patroa acorda e dirige-se ao banheiro. Confiante que os 2 litros de desodorizador que eu injetei no lavatório teria anulado todo o odor fecal que penetrava cada centímetro cúbico do ambiente, nem me importei quando ela entrou no banheiro e fechou a porta.

Momentos mais tarde, a patroa me chama. “Izzy…?” O tom era de incerteza.

Que é?“, berro do escritório.

Você por acaso… você por acasou PEIDOU antes de tomar banho?

Vixi. Essa pergunta só podia significar uma coisa: o Febreeze que eu vaporizei por 10 minutos no banheiro não agiu conforme promete a propaganda. Deveria haver alguns alguns mols de peido flutuando pelo ar, o suficiente para serem detectados pela mulher. Não sabia nem o que responder diante tamanha desmoralização.

Ahnnn… o que?” tentei ganhar tempo pra bolar uma desculpa.

Você tá doente, ou algo assim? Tá passando mal…?

Continuei não entendendo a pergunta, e ficando cada vez mais apreensivo. Primeiro ela pergunta se eu peidei antes de entrar no chuveiro, e depois me pergunta se tou passando bem…? Mas que diabo de interrogatório bizarro é esse? Será que deixei algo flutuando lá na privada? Deve ser um tolete MacGyver, então, porque nadar contra a correnteza de quatro descargas é uma proeza olímpica.

Ahnnn…” a mente se desespera pra bolar uma resposta “não, eu tou bem… por que?

Você deixou uma coisinha aqui no banheiro. Talvez seja bom limpar

Se você já sofreu a morte de familiares próximos, imagino que a sensação de choque que você experimentou quando te deram a notícia seja similar ao que eu senti quando a menina falou isso. Incrédulo, vou ao banheiro.

A menina tava limpando o pé com um pedaço de papel higiênico. Ela olha pra mim, e em seguida aponta pro tapete na frente da privada.

Lá estava um pequeno círculo marrom de 3 centímetros de diâmetro, àquela altura completamente impregnado nas fibras do tapete. Ao conectar os pontos da massa fecal achatada contra o tapete e a menina esfregando o pé avidamente com o papel higiênico, percebi com completo horror que a patroa havia pisado no meu próprio cocô.

Ela termina de limpar o pé com o papel e, ainda não dando-se por satisfeita, mete-o embaixo do chuveiro.

Meu amigo leitor deste blog. Pare por um instante e coloque-se em minha triste situação. Pare até de baixar seus torrents e dê pause aí na sua música, pra você poder absorver completamente a catástrofe que era essa situação.

Lá estava eu, um sujeito tão complexado que sequer uso a palavra “peido” na frente da minha mulher, que NUNCA caguei em minha própria casa caso a menina encontre-se presente, observando com completa angústia a menina limpando a minha merda do pé dela, enquanto resquícios da minha bosta estragaram completamente o tapete que ganhamos de presente de noivado.

Eu não sabia se ria, se chorava, se pedia desculpa, se me jogava da varanda. A menina lavou o pé e saiu do banheiro, enquanto eu fiquei lá em pé na porta como se estivesse esperando acordar de um terrível pesadelo dirigido pelos irmãos Farrelly.

Eu, o homem e provedor da casa, o cara que abre todas as jarras que ela não consegue, o sujeito que masculamente troca as lâmpadas da casa e paga todas as entradas no cinema, o futuro pai dos filhos canadenses da menina… limpando merda do tapete do banheiro com o chuveirinho. A minha própria merda. A minha própria merda que eu, como algum tipo de macaco com síndrome de Down, consegui espalhar num objeto de decoração da minha casa.

Meu amigo, sério, pare de xavecar sua amiga no MSN aí e dedique toda a sua atenção para analisar a vergonha que brotava de todos os meus poros naquele momento. Meu amigo, se houvesse ali um buraco suficientemente grande pra que eu pudesse me jogar, pode crer que eu estaria tuitando de lá agora.

Aparentemente pular DIRETO da privada pro banheiro não é uma idéia tão boa assim; o grosso da bosta pode desprender-se das nádegas e adornar o tapete da privada para sua total desgraça.

Manos, que vergonha avassaladora. Eu, que morro de vergonha desse tipo de coisa, que prefiro passar apertos intestinais do que cagar se a mulher está em casa, tendo que viver como fato de que a mulher não apenas VIU meu cocô mas PISOU EM CIMA DELE.

A patroa aliás estava tão confusa quanto eu. Aquela pergunta inicial, se eu havia peidado antes de tomar banho, é porque o único cenário em que ela conseguia conceber alguém cagando no tapete do banheiro é que um peido particularmente potente poderia ter ejetado um pequeno pedacinho de cocô.

A outra hipótese, que ela não deve ter considerado por bondade, é que este energúmeno com quem ela pretende se casar é completa e funcionalmente retardado.

Você acha que eu estou exagerando? Saiba que esta é a SEGUNDA vez que eu cago no tapete do banheiro. Definitivamente esse negócio de pular no chuveiro pós-cagada não é uma estratégia perfeita.

Puta que pariu, minha mulher pisou na minha merda. Manos, eu acho que acabei de arruinar meu casamento.






7 comentários:

Rafael Arbulu disse...

Que feio...nem deu o crédito pro Izzy? Esse texto é do HBDia...

http://hbdia.com/wordpress/geral/entao-eu-caguei-no-tapete-do-banheiro/

Vergonha alheia...

Murillo Melo disse...

Caralho mano! Alguém voltou no tempo e postou o seu texto no http://hbdia.com/wordpress/geral/entao-eu-caguei-no-tapete-do-banheiro/ antes de você!

Toma vergonha nessa sua cara e para de copiar as coisas dos outros seu safado!

alexsander disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
alexsander disse...

Pare de roubar textos, e tenha vergonha na cara e escreva os seus proprios, se e pra kibar bota pelo menos os creditos pro Izzy Nobre do HBDia http://hbdia.com/wordpress/geral/entao-eu-caguei-no-tapete-do-banheiro/

Monio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Monio disse...

O pior nem é roubar o post sem dar os créditos. É achar que ninguém perceberá a kibada, mesmo depois de colocar o título e a introduçãozinha escrita por um semi-analfabeto e o texto copiado com uma português MUITO mais correto e elaborado...

Agronopolos Vendaval disse...

Tá sendo ninja não...